
Hoje eu e a Dirlene levamos ao vô uma raridade: um cd com as músicas do disco Gaudério, de Délvio Oviedo, da década de 80. Uma delas ("Botucaraí") é de autoria de um dos filhos do vô: Moacir Danilo Rodrigues. Pra ouvir, é só apertar "play", vivente!
Botucaraí
Botucaraí
Moacir Danilo Rodrigues / Délvio Oviedo
Quantas saudades do meu rio, em que criança
Tomava banho e pescava lambari.
Ou então, nas noites quentes de verão
Atava espera nos galhos do Sarandi.
Nadava sempre com minha junta de porongos,
domando firme as tuas belas corredeiras.
Nas tuas barrancas maneamos nossa história,
pealados juntos pelas mesmas boleadeiras.
Lembro-me, ainda, que de tuas águas claras
fiz um espelho e, com orgulho, percebi
os primeiros pêlos da minha cara
de guri, de guri.
Os primeiros pêlos da minha cara
de guri, de guri.
Porém a vida me levou pra outros bretes
na correnteza sem controle do destino.
E hoje, quando volto pra minha querência,
nada encontro dos meus tempos de menino.
Ó meu rio, o que fizeram com tuas águas
antes tão puras e agora apodrecidas?
Onde o Dourado já não salta a cachoeira
e nenhuma vida dando vida a outras vidas
Lembro-me, ainda, que de tuas águas claras
fiz um espelho e, com orgulho, percebi
os primeiros pêlos da minha cara
de guri, de guri.
Os primeiros pêlos da minha cara
de guri, de guri."
Quantas saudades do meu rio, em que criança
Tomava banho e pescava lambari.
Ou então, nas noites quentes de verão
Atava espera nos galhos do Sarandi.
Nadava sempre com minha junta de porongos,
domando firme as tuas belas corredeiras.
Nas tuas barrancas maneamos nossa história,
pealados juntos pelas mesmas boleadeiras.
Lembro-me, ainda, que de tuas águas claras
fiz um espelho e, com orgulho, percebi
os primeiros pêlos da minha cara
de guri, de guri.
Os primeiros pêlos da minha cara
de guri, de guri.
Porém a vida me levou pra outros bretes
na correnteza sem controle do destino.
E hoje, quando volto pra minha querência,
nada encontro dos meus tempos de menino.
Ó meu rio, o que fizeram com tuas águas
antes tão puras e agora apodrecidas?
Onde o Dourado já não salta a cachoeira
e nenhuma vida dando vida a outras vidas
Lembro-me, ainda, que de tuas águas claras
fiz um espelho e, com orgulho, percebi
os primeiros pêlos da minha cara
de guri, de guri.
Os primeiros pêlos da minha cara
de guri, de guri."
